|
O poeta exaltou o amor que
perdura, que não sucumbe ante a rotina, que insurge
no meio das adversidades, que sustenta o nosso amor.
Viver a dois é um exercício
de se dar, de acreditar e ser acreditado, práticas
que não se sustentam por si só mas são
alicerçadas pelo amor.
E esse tão falado amor
pode ser apenas aquele do olhar ardente, do coração
que dispara, ou então crescer, ganhar proporções
que fazem selar, fundir toda essa paixão com aquele
sentimento que vai estar lá dentro aos cinqüenta
ou mais anos de relacionamento, nos fazendo gente grande.
Há muito para se aprender
com o outro e consigo mesmo, e essa nossa capacidade é
a determinante da verdadeira felicidade, que requer sabedoria
para descobrir nas sutilezas, que a nossa felicidade está
na felicidade do outro.
Nossa homenagem àqueles
que depois de tantos anos mantém acesa, aquela
chama que está muito além dos beijos ardentes,
e àqueles que ainda hão de viver esses momentos.
|